Cá entre Nós…

Psicologia no dia a dia

24 de junho de 2013 Reflexões

Afinal , quem sou eu?

          Não sei se estou sozinha neste barco… Mas, volta e meia sou movida pela curiosidade de mergulhar no olhar do outro – com sua história, convicções, sentimentos – e buscar desvendar a forma como ele me percebe… Você já parou para imaginar como as pessoas te vêem?

          Confesso que se lançar nessa questão é tanto instigante quanto arriscado… Afinal, é cômodo acreditarmos que nosso jeito de ser é permanente e mais correto… E quem nunca se surpreendeu com a opinião de alguém sobre si? Lançar-nos nesse mergulho requer um espírito aventureiro para talvez encontrar um dado que nos faça repensar tudo aquilo que temos construído como imagem de nós mesmos. E, então, já era! Somos convidados a ressignificar nossa forma de experienciar a vida – até porque a postura que assumimos como aquilo que acreditamos ser vai dar o tom de como percebemos as pessoas, as situações, o mundo.

          Interessante isso… Experimentar me perceber sob diferentes ângulos e me conceber sempre com a possibilidade de ser algo diferente (talvez inusitado), faz do meu encontro comigo um caminho para um novo olhar na minha relação com o outro. A partir do momento em que percebo que cada um tem seu próprio processo de construção – fruto de uma experiência individual de vida -, posso me dispor a uma reflexão sobre o ponto de vista do outro com tanto respeito quanto eu tenho pela minha própria visão de mundo.

          Ao contrário do que pode parecer, adotar esta postura não significa perder a personalidade, ser volúvel ou concordar com tudo… Mas ser acessível à compreensão das coisas e pessoas. Talvez simplesmente saber ouvir mais atentamente, antes de interromper o outro como se fosse o dono da verdade ou como se houvesse apenas um caminho a seguir. Quantas vezes desbotamos a opinião do outro, dizendo: “ah! Já percorri uma longa estrada…”, e nos esquecemos de que percorremos uma longa estrada e que há tantas outras que podem ser seguidas e desbravadas.

          A rigidez, a inflexibilidade, a imposição constante de regras, limita as relações. E, cá entre nós, podemos encontrar pessoas rígidas em todos os lugares, mas se observarmos bem, podemos encontrar essa rigidez dentro de nós mesmos. Quantas vezes apontamos erros, falhas, pecados, exigimos tanto do outro e não percebemos que nós mesmos não cumprimos as exigências básicas…

          Permita-se se conhecer!  Converse com você – mas não apenas fale, se ouça! Busque se perceber nas relações consigo mesmo, com os outros, preste atenção a como as pessoas reagem a você. Escreva o que sente, faça terapia, medite, saiba ouvir! E quando sentir que encontrou a resposta… Pergunte-se novamente: “Afinal, quem sou eu?”… E prepare-se para recomeçar!

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