Cá entre Nós…

Psicologia no dia a dia

25 de abril de 2013 Reflexões

Triste, eu?! Imagina…

          Quem nunca se sentiu assim? Sentir-se triste, frustrado, cansado de lutar ou enxergando a vida sem aquele brilho que achamos que ela deveria ter faz parte da nossa caminhada como seres humanos. Mas, também faz parte de nós a cobrança de que deveríamos sentir outra coisa ou de outra forma.

          É estranho pensar isso, mas muitas vezes nos cobramos (mesmo sem perceber) termos apenas sentimentos positivos, como se algumas crenças, valores e construções de alguma forma pudessem nos tornar imunes a qualquer angústia ou dor de alma. E, então, o que acontece é que ficamos divididos entre aquilo que somos e o que exigimos de nós mesmos que sejamos. Isso gera um conflito dentro de nós que, de certa forma, nos paralisa.

          Quando a angústia dá sinal e achamos que não devemos senti-la, automaticamente tentamos fingir que ela não está ali, buscamos negá-la e nos ocupar com outras coisas que, pelo menos momentaneamente, nos mantenha longe dela. Só que, quando calamos os nossos sentimentos, eles encontram outro meio de mostrar que estão ali – como através de uma ansiedade, irritação, crises de choro sem explicação, sintomas corporais sem razão aparente etc. Nos momentos de dor, se culpar, acreditando que quem tem Deus, dinheiro, família, trabalho etc não sente essas coisas, é dificultar o próprio fim do sofrimento.

          Um outro caminho que muitas vezes trilhamos para nos “livrar” da nossa angústia é responsabilizar o mundo, o outro, a crise mundial, a nossa criação ou quaisquer outras coisas por nossas frustrações. Isto, de certa forma, alivia temporariamente a nossa culpa. Mas, enquanto acreditamos que a fonte do problema está fora de nós, não podemos fazer nada muito além de reclamar, murmurar, culpar o mundo, tentar mudar o outro… Quando, enfim, nos disponibilizamos a olhar para nós mesmos e percebermos que grande parte do conflito está dentro de nós, podemos caminhar para uma mudança mais efetiva. Compreender, então, que a angústia faz parte da vida e permitir-se vivenciá-la é o primeiro e grande passo para podermos transpô-la.

          Se você está sentindo sua alma abatida, não finja para você mesmo que nada está acontecendo. Não negue seus sentimentos. Não se culpe por não estar sentindo o que você acha que deveria sentir. E, se achar interessante, procure um profissional qualificado para te acompanhar nessa caminhada. Querer ver os recursos que temos ao nosso alcance, tomar posse deles e partir para a ação está em nossas mãos.

          Lembre-se: A nossa plenitude não depende necessariamente da mudança da situação, mas da “cura” do nosso coração. Se você quer mudar algo, comece por você mesmo!

1 to “Triste, eu?! Imagina…”

  1. Lucas Adkins says...

    Muito bom tem muitos conhecimento para vida

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