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Psicologia no dia a dia

4 de abril de 2013 Reflexões

Expectativas e frustrações… Como administrar essa dobradinha?

         

          “Não quero esperar mais nada, prefiro não criar expectativas para depois não me frustrar…”, você já pensou assim? Já se sentiu tão cansado de se decepcionar que preferiu abrir mão de ter expectativas ou esperar sempre o pior para evitar sofrer?

          Mas… será que isso é possível? Será que tem como vivermos sem expectativas? Ou será que não criar expectativas para não se frustrar já é criar uma expectativa de não se frustrar?  Ai, ai… Como você tem lidado com suas expectativas?

          Se pararmos para perceber, estamos o tempo todo, ainda que ingenuamente, criando expectativas, esperando algo de alguém ou de alguma coisa. Se olhamos para uma pessoa e a nossa avaliação imediata é de que tem “cara de metida”,  vamos esperar dela uma série de comportamentos característicos de alguém que se encaixa nessa nossa categoria. Agora, se essa mesma pessoa, em seguida, passa por mim, abre um sorriso espontâneo e me cumprimenta, vou experienciar uma estranheza! Vou precisar rever e reformular a imagem dela para mim de uma forma que faça mais sentido. Assim, criamos uma ideia antecipada de como cada coisa deve se comportar… Precisamos antecipar na nossa imaginação para termos uma noção prévia daquilo que nos espera. E isso, de certa maneira, nos oferece uma segurança, uma sensação de controle do ambiente.

          O grande problema é quando nos esquecemos de que as expectativas são meras ideias, fantasias de uma possibilidade… Muitas vezes passamos a acreditar que são a mais pura realidade, ou a única maneira “correta” das coisas acontecerem. Aí, compramos um problema! Ficamos congelados e rejeitamos tudo o que se mostra diferente delas. Achamos que ou tudo corresponde exatamente à nossa expectativa, ou é ruim, feio e errado. Ficamos tão fixados em como “deveria” ou “não deveria” ser que nos impedimos de buscar outras respostas e saídas, como se não houvesse outro caminho possível.

          É importante percebermos que as expectativas não são boas ou ruins por si sós, o que pode ser funcional ou disfuncional é o modo como lidamos com elas, o status que lhes conferimos. Você já ouviu dizer que quanto maior a expectativa, maior a frustração? Eu diria que quanto mais rígida é a forma como lidamos com as expectativas, menor é a habilidade de lidarmos com as frustrações. Faz sentido para você pensar assim?

          E o que faço com minha frustração? É nela que crescemos! Se o bebê não tiver uma necessidade distante do seu alcance, não vai se esforçar para aprender a andar. Se tivermos nas mãos tudo o que queremos e da maneira que queremos… Pra quê mudar?! É na necessidade que colocamos nossa criatividade em ação, descobrimos potenciais e desenvolvemos habilidades que nunca imaginamos.

          Permita-se crescer! Pare de lamentar suas frustrações! Alie-se a elas e use-as como uma oportunidade de crescimento.

          Um viva às nossas frustrações!

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